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Sinal verde: o que a decisão do STF significa para os usuários?

Entenda mais sobre o que mudou em relação ao porte de maconha para consumo pessoal

Se você chegou até aqui, provavelmente acompanhou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que aprovou por maioria de votos a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Com a decisão, não comete infração penal quem adquirir, guardar, transportar ou trouxer consigo até 40 gramas de maconha para consumo ou tiver até 6 plantas fêmeas de cannabis. A decisão busca transferir a questão do consumo de drogas da esfera penal para a saúde pública.

Ou seja, a decisão do Supremo não legaliza o porte de maconha. A conduta continua como comportamento ilícito, mas as consequências passam a ter natureza administrativa e não criminal.

Entenda!

Uso de maconha continua proibido

Os ministros definiram que carregar maconha para uso pessoal não é mais considerado crime, mas não se engane, isso não quer dizer que está liberado fumar à vontade. A diferença é que agora o porte da erva em quantidade dentro do limite considerado como para consumo não pode mais te levar para a cadeia, mas sim te render umas advertências e medidas educativas.

Quantidade não é o único critério

Ficou decidido que quem for pego com até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas de cannabis será tratado como usuário e não traficante. Essa regra vale até que o Congresso Nacional estabeleça uma quantidade específica por lei. No entanto, esse critério não é absoluto, podendo ser considerados outros fatores, como a forma como a droga estava sendo transportada e as circunstâncias da apreensão. Por exemplo, se alguém estiver com uma balança de precisão, mesmo que tenha menos droga do que o limite, pode ser acusado de tráfico.

Punições educativas

A punição para quem usa a erva continua a mesma de sempre: receber um aviso sobre os riscos das drogas e participar de programas educativos. O que mudou foi a obrigação de fazer trabalho comunitário, que foi abolida. Uma ideia do STF é encaminhar os usuários que forem dependentes para unidades de saúde especializadas, como os CAPS. Afinal, a dependência é vista como um problema de saúde pública.

Ao estabelecer uma quantidade específica de droga como critério, o STF busca evitar que usuários sejam tratados como criminosos, enquanto ainda mantém o combate ao tráfico de drogas. No entanto, a decisão não é consenso entre a população e especialistas. Alguns argumentam que a definição pode incentivar o consumo de drogas, enquanto outros acreditam que a medida não é suficiente para combater efetivamente o tráfico e o uso abusivo de substâncias ilícitas.

A discussão sobre a descriminalização ainda está longe de chegar a um consenso.

Mas ainda que a iniciativa não legalize o consumo, ela estabelece critérios para diferenciar usuários de traficantes, e este é um marco na história das políticas de drogas no Brasil que pode abrir caminho para novas discussões e mudanças.

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Da Manga Rosa, quero o gosto e o sumo: conheça a origem e caraterísticas da maconha mais brasileira

Com flores repletas de pistilos rosas e um toque de doçura, a Manga Rosa se destaca entre tantas outras variedades de cannabis

Ah, Brasil! Terra de criatividade e inovação, onde até a cannabis tem sua própria versão especial. A Manga Rosa é a rainha verde (ou rosa) do Brasil, com sua história misteriosa e sua reputação de destaque em todo o país. Não se sabe ao certo de onde ela veio, mas uma coisa é certa: sua origem está enraizada na nossa cultura. E se tem uma coisa que o Brasil sabe fazer bem é botar a mão na massa e criar algo único.

Considerada a maconha mais brasileira de todas, por ser cultivada no Nordeste do país, uma das suposições é que suas sementes vieram com os africanos escravizados no período da colonização portuguesa. Assim, como o clima do Brasil é semelhante ao de muitos países da África, a Manga Rosa acabou se adaptando e se desenvolvendo bem por aqui.

Com um nome que nos faz salivar só de ouvir, a Manga Rosa recebe seu título graças ao sabor e aroma que lembram a própria fruta. Com suas flores repletas de pistilos rosas e um toque de doçura, ela se destaca entre tantas outras variedades de cannabis disponíveis, tornando-se ainda mais desejada pelos consumidores e growers.

Mas não se engane pela delicadeza do soltinho nordestino — sua genética sativa tem altos níveis de THC e traz consigo um poder medicinal incomparável. Estimulando a criatividade e proporcionando momentos de pura euforia, essa planta é perfeita para compartilhar com amigos e desfrutar ao ar livre.

Seu cultivo é fácil, seja indoor ou outdoor, podendo atingir imponentes 2 metros de altura. Ela não cria muitas ramificações, o que faz com que o bud seja o verdadeiro astro principal no topo da planta. Rústica, a Manga Rosa é uma verdadeira guerreira da natureza, capaz de crescer forte e saudável sem precisar de muitos cuidados extras. Ela se adapta facilmente ao clima e às adversidades locais, mostrando toda a sua resistência.

Mas não é só isso, a influência da Manga Rosa vai muito além de sua própria fama. Ela compartilha parentesco com outras cepas igualmente famosas no Brasil, como “Cabeça de Nego” e “Santa Maria”, criando um mosaico fascinante de variedades nativas de cannabis. Mas o que realmente a torna lendária é o papel fundamental que desempenhou na criação da icônica “White Widow”, uma strain vencedora de várias Cannabis Cups ao redor do mundo. É ou não é incrível?

E você? Já provou a melhor fruta do Nordeste?

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A curiosa relação entre a cannabis e a criatividade

Famosos como Bob Marley, Jimi Hendrix e até mesmo Steve Jobs são conhecidos por serem admiradores da cannabis. Afinal, qual é a relação entre a maconha e a criatividade? Descubra no texto da Flora Urbana

Você já ouviu falar sobre a relação entre maconha e criatividade? Esse tem sido um tópico intrigante, com muitas evidências sugerindo que a cannabis desempenha um papel significativo na expansão da mente artística. Não é à toa que diversos artistas, músicos e escritores ao longo da história têm utilizado a erva como uma fonte de inspiração. Afinal, quem não conhece grandes nomes como Bob Marley, Jimi Hendrix e até mesmo Steve Jobs, que eram conhecidos por curtir a verdinha? Fato é que muitos acreditam que o uso da cannabis pode ajudar a desbloquear a criatividade. Mas será que isso é verdade?

O que dizem os estudos

Alguns estudos sugerem que a maconha pode ter um impacto positivo na criatividade. Pesquisadores descobriram que a cannabis pode aumentar a atividade cerebral em áreas relacionadas à criatividade, como o córtex pré-frontal. Ela contém compostos químicos conhecidos como canabinoides, que interagem com os receptores do cérebro e do sistema nervoso. Isso pode levar a uma maior capacidade de pensar de forma não convencional e encontrar soluções inovadoras para problemas. No entanto, é importante ressaltar que nem todos os estudos chegaram a essa conclusão e que mais pesquisas são necessárias para entender melhor essa relação.

Genéticas que proporcionam a criatividade

Existem diferentes tipos de genéticas de maconha que são conhecidas por proporcionar um efeito mais criativo. Algumas strains são conhecidas por estimular a mente e aumentar a criatividade, ideais para quem busca inspiração para projetos artísticos ou criativos. Por outro lado, outras variedades trazem efeitos de introspecção e calmaria, que, por sua vez, podem ajudar a organizar ideias que estão pipocando na cabeça.

Inspiração musical e cultural

A inspiração na cannabis no universo musical e cultural é um fenômeno que atravessa gerações e estilos. Não é à toa que tantas letras de músicas falam sobre a liberdade que ela proporciona. Além disso, festivais de música como o famoso Woodstock, nos anos 60, foram marcados pelo uso aberto da maconha e pela expressão artística e cultural que ela inspirou.

Dentre os principais nomes da cena musical inspirada na cannabis, destacam-se artistas como Bob Marley, ícone do reggae que sempre defendeu o uso da maconha como parte de sua espiritualidade e expressão artística. O Cypress Hill, grupo de hip-hop que também ficou conhecido por suas letras que abordam o uso da cannabis de forma positiva e consciente, promovendo a legalização da planta. E o Snoop Dogg, rapper e artista visual que utiliza a cannabis como tema recorrente em suas obras, explorando a conexão entre a erva e a cultura hip hop.

Arte contemporânea inspirada na cannabis

Na arte contemporânea, a influência da maconha também é evidente. Muitos artistas utilizam a planta como tema de suas obras, explorando questões como a legalização, a liberdade individual e a espiritualidade. Além disso, a estética psicodélica da cannabis também pode ser vista em diversas pinturas, esculturas e instalações, refletindo a conexão entre a mente, o corpo e a natureza. Entre os principais nomes da arte contemporânea inspirada na cannabis, destacam-se artistas como Shepard Fairey, conhecido por suas obras de arte urbana e ativismo político, que muitas vezes aborda o tema da maconha em suas peças.

É verdade que essa relação da verdinha com a criatividade é complexa e multifacetada e sempre foi um assunto debatido e explorado por artistas ao redor do mundo. No entanto, é importante lembrar que o uso da cannabis deve ser feito de forma responsável e consciente, respeitando os limites individuais e a legislação vigente. Afinal, a verdadeira criatividade vem da mente e do coração!

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De snacks a pratos principais: as sementes de cannabis na culinária

As sementes de cannabis estão cada vez mais presentes na gastronomia, e não é à toa. Além de serem ingredientes extremamente versáteis, as seeds também possuem diversos benefícios nutricionais

Consideradas um superalimento devido à sua composição nutricional única, as sementes de cannabis são uma excelente fonte de proteínas de alta qualidade, contendo todos os aminoácidos essenciais necessários para a saúde do corpo. São ricas em ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 e apresentam alta concentração de fibras, que auxiliam na digestão, na regulação do colesterol e no controle do açúcar no sangue.

Elas também são fonte de vitaminas e minerais, como vitamina E, magnésio, fósforo e zinco, que desempenham papéis importantes na manutenção da saúde óssea, da pele e do sistema nervoso. Como se não bastassem tantas propriedades, as sementes ainda são livres de glúten, o que as torna uma ótima opção para pessoas com sensibilidade ou intolerância a essa proteína.

Mas afinal, como usá-las na culinária?

Bem, a resposta é simples: de diversas formas!

Uma das mais comuns é adicionando-as a smoothies, saladas, iogurtes, granolas e até mesmo em pratos quentes, como sopas e ensopados. Outra opção é moer as sementes e utilizá-las como farinha em receitas de pães, bolos e biscoitos ou prensadas para extrair o óleo. E se você é fã de leite vegetal, saiba que é possível fazer leite de cannabis em casa – é uma opção deliciosa e cheia de nutrientes.

As sementes têm um sabor suave e terroso, com um toque de amargor que varia de acordo com a planta e a forma como são preparadas. Algumas pessoas até sentem nuances de nozes e sementes de girassol ao experimentá-las. Na cozinha, elas podem dar um toque especial aos pratos, mas é importante levar em conta suas características ao usá-las em receitas. A forma como são torradas ou moídas também pode influenciar sutilmente o sabor, deixando-o mais suave ou ressaltando o aspecto terroso.

A escolha entre consumir as sementes com ou sem casca depende das preferências e necessidades de cada um. As sementes inteiras oferecem um maior teor de fibras e nutrientes, além de serem mais acessíveis financeiramente. Por outro lado, a remoção da casca pode facilitar a digestão e absorção dos nutrientes, podendo ser feita através de imersão em água ou leve torrefação. Antes de utilizar as sementes como alimento, é importante prepará-las adequadamente, seja secando, torrando ou germinando para realçar o sabor e a textura, além de facilitar a digestão e aumentar a biodisponibilidade dos nutrientes.

Atenção! As sementes de cannabis não possuem propriedades psicoativas, pois não contêm THC!